quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dando uma chance para Deus - por Ariovaldo Ramos


O casamento, há muito, estava abalado, procuraram o pastor; este, depois de ouvir a ambos, sugeriu que dessem uma chance para Deus.

E como se faz isso? A pergunta surgiu a ambos ao mesmo tempo.

Concordando com Deus, disse o pastor. E se explicou: Deus estabeleceu um padrão para o relacionamento conjugal. Ao marido orientou que se sacrifique pela esposa, tratando-a como parte de si, e criando as condições para que ela se realize como pessoa. À mulher orientou a permitir que o marido fosse o líder do lar. Orientou que demonstrasse respeito por seu marido no trato pessoal, diante dos filhos, diante dos familiares, diante da comunidade da fé, da vizinhança, no trabalho, enfim, diante da sociedade.

O pastor expôs que esta rua é de mão dupla: o marido entra com a responsabilidade de gerar o ambiente para a felicidade da esposa, e esta entra com a anuência à sua liderança.

Agora, no caso, nem o marido achava que a esposa valia o sacrifício, nem esta achava que ele ainda tivesse crédito para ser líder de quem quer que fosse.

O pastor explicou que era aí que residia o “dar uma chance para Deus”: esquecendo o passado, confiar que o Senhor trabalharia em ambos, tornando-os o que deveriam ser. Confiar em Deus, explicou, é sair do barco, como Pedro, isto é, agir contra a lógica humana. Todo o mundo sabe que a água não sustenta ninguém de pé; mas Jesus foi andando sobre a água! E agora? O que é a verdade? O que todo o mundo sabe ou o que Jesus está fazendo e nos convidando a fazer? 

Quer dizer que vou deixá-lo decidir, mesmo achando que ele faz tudo errado? Perguntou a esposa. É isso! Disse o pastor. Acredite que, ao conceder-lhe a liderança, porque liderança é uma concessão da parte dos liderados, Deus terá o ambiente que precisa para operar o milagre necessário. Conceder-lhe a liderança é respeitá-lo e apoiá-lo.

Quer dizer que devo me sacrificar por alguém que vive a humilhar-me e a desconsiderar tudo o que eu digo? Retrucou o marido. O processo é o mesmo. Disse o pastor. Ao fazê-lo criará o ambiente que Deus precisa para operar o milagre de que vocês precisam. E, sacrificar-se por sua esposa é, para além do tratamento carinhoso, ouví-la na tomada de decisões, e nessa decisão considerar tudo o que gera insegurança nela.

Lembrem-se! Insistiu o pastor. Vocês não estão fazendo um gesto a partir do que vêem um no outro, mas, sim, por aceitar o convite de Cristo, para andar sobre as águas; crendo que ele sustenta sobre as águas os que, a seu convite, saem do barco. Vocês decidem que vão começar a agir a partir da palavra dele, e ele os sustenta nessa caminhada. A gente, sob oração, vigia em obedecer, e ele se digna a nos sustentar.

Gente, andar com Deus é, em princípio, andar por sobre as águas!
Vivemos num mundo que não obedece a Deus. Portanto, andar com Deus é, na maioria das vezes, andar contra o senso comum. Então, arrematou o pastor: Em nome de Cristo eu os convido a andar sobre as águas.





2 comentários:

  1. amei a msg,profunda!Qdo Deus entra na causa, tudo se ajeita né!
    bj grande

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  2. Com certeza, Patrícia! É ele quem sustenta o casamento, que é um projeto nascido no coração dEle! ;) Bjinhos, flor!

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